3 de março de 2008

Setúbal // Lisboa

Dois espectáculos, com a mesma verdade, mas com recepções bem distintas. Setúbal rendeu-se e correspondeu, em pleno, ao convite e apelo desta iniciativa. Foi solidária com a Caritas Diocesana e com a Associação Vale de Acor. No dia seguinte, Lisboa ficou como que adormecida ou indiferente, tanto quanto à riqueza do espectáculo como à Fundação S. João de Deus. Uma sala com imensa capacidade de acolhimento, pensada para uma enorme cidade e com uma numerosa quantidade de comunidades cristãs, denunciou a demasiada falta de acolhimento. Desejo que esta tenha sido uma questão momentânea ou que, simplesmente, os meios de divulgação não tivessem sido eficazes em relação à real necessidade desta realidade específica. A verdade é que a sala maior teve o menor público. Lisboa não ficou bem vista. Mas nós oferecemos o melhor e as poucas pessoas que aderiram, que relataram a dificuldade em ter sabido do evento e do local, ficaram cheias de festa e de alegria que nos invade e queremos comunicar. Fica provado que é muito exigente a mobilização da Cidade Capital para estas coisas da fé e da festa a ela ligada, e da solidariedade com uma instituição que faz da hospitalidade a sua maior riqueza. A abundância e a multiplicidade de iniciativas, provavelmente, deixam as pessoas e as comunidades cristãs de Lisboa demasiado distraídas ou distantes de convites vindos de dentro da Igreja. Para a minha caminhada, depois de uma noite fantástica em Setúbal, a tarde de Lisboa deixa-me com “os pés no chão” e com a certeza de que sem luta e muito empenho, a vitória não está certa. E também que na caminhada da fé há lugar para contratempos e dissabores. Obrigado Lisboa! Não deixo de dizer que o pequeno grupo aderente fez festa da grande e deu por muito bem empregue o tempo e o valor que ali foi investido. Perdeu quem não foi (porque não quis ou porque não soube)! Uma palavra final de gratidão para Setúbal, para todos os presentes e para a forma enorme e entusiasta como nos contagiaram com a fácil correspondência. Muito particularmente agradeço ao Senhor Dom Gilberto que, mais uma vez, esteve connosco e, com a sua presença, nos deu conforto e confirmação para este exigente trabalho. Agradeço a todos os que vieram, em Setúbal e Lisboa. Foi muito o que deram e muito, tenho a certeza, o que receberam. Que esta Páscoa, com a ajuda destes espectáculos, seja mais festiva e mais rica. Em cada um de vós e de cada um para todos os que forem próximos. Em Caridade verdadeira!

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